Investimento de R$ 5 milhões impulsiona sucessão familiar e moderniza produção leiteira com apoio da Sicredi Progresso PR/SP
Associados desde 1998, a família Risse investiu em tecnologia de ponta para garantir a continuidade da atividade leiteira, melhorar a qualidade de vida da família e fortalecer o negócio rural
A tecnologia veio da Alemanha
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A tecnologia veio da Alemanha
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A sucessão familiar planejada é fundamental para a continuidade na atividade
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Há 28 anos construindo uma relação de parceria com o Sicredi, os produtores rurais Arno Risse e Marlize Risse, de Concórdia do Oeste (PR), transformaram sua propriedade em um exemplo de inovação, sucessão familiar e visão de longo prazo no agronegócio.
Com um investimento total de R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões destinados à aquisição de dois kits de ordenhadeira robotizada da empresa alemã GEA, ampliaram sua estrutura e fizeram adequações necessárias na propriedade, para permitir que a família desse um passo decisivo na continuidade da atividade leiteira.
Associado à Sicredi Progresso PR/SP desde 1998, Arno relembra que sua trajetória com a Cooperativa começou com um financiamento para a compra de um caminhão. “Na época eu não tinha dinheiro para pagar tudo. Aí fui no Sicredi para financiar o caminhão. Esse foi o primeiro crédito e ali me associei”, conta Arno. E, desde então, diversos investimentos foram realizados com o apoio da instituição financeira.
Natural do Rio Grande do Sul, Arno chegou ainda criança ao oeste paranaense com os pais e as irmãs e desde muito cedo aprendeu o valor do trabalho no campo. Aos sete anos já ajudava a família nas atividades da propriedade com a lavoura e criação de animais para subsistência. A produção de leite começou de forma simples, com poucas vacas e ordenha manual, mas foi crescendo junto com a dedicação da família.
Após um período afastado da atividade, Arno retomou a produção leiteira ao lado da esposa, Marlize, há 36 anos. “Começamos do zero novamente, com poucas vaquinhas, comprei algumas do meu sogro e fui aumentando o plantel aos poucos.”
A tecnologia para permanecer na atividade
Com os desafios crescentes da produção leiteira, a sucessão familiar passou a ser uma preocupação para o casal. Antes mesmo de concretizar a sociedade com a filha Jaqueline e o genro, Arno chegou a cogitar encerrar a atividade.
A perspectiva mudou quando a família passou a discutir investimentos capazes de tornar a rotina mais eficiente e atrativa. “Minha filha e meu genro vieram junto e tomamos a decisão de trabalhar com o ordenhadeira robotizada para facilitar um pouco mais a atividade.”
A ideia surgiu após conhecer a tecnologia em uma feira do setor, na cidade de Castro (PR). A partir dali, foram cerca de nove anos avaliando a viabilidade do investimento.
Hoje, os dois robôs realizam a ordenha de forma automatizada, 24 horas por dia. As vacas acessam voluntariamente o equipamento, que registra informações individuais sobre produção, alimentação, ruminação e saúde animal, permitindo uma gestão mais precisa e preventiva do rebanho.
O resultado aparece na produtividade. A produção média aumentou cerca de 10 litros por vaca/dia, alcançando aproximadamente 40 litros diários por animal. Atualmente, a propriedade produz cerca de 150 mil litros de leite por mês, uma média de 5 mil litros por dia.
Qualidade de vida
Além dos ganhos produtivos, o investimento trouxe benefícios importantes para a qualidade de vida da família. Após décadas realizando ordenhas manuais, a saúde de Marlize estava comprometida dado o esforço repetitivo.
Além disso, a rotina da atividade leiteira exige dedicação diária e horários rígidos, muitas vezes limitando momentos de convivência familiar e até períodos de descanso. Com a automatização da ordenha, a família conquistou mais flexibilidade para organizar suas atividades sem comprometer o desempenho da produção.
A nova tecnologia reduziu a exigência desse trabalho operacional, contribuindo para preservar a saúde e o bem-estar da família, sem abrir mão da atividade que construíram ao longo da vida.
Sonhos e investimentos
Para tornar o projeto realidade, o apoio financeiro do Sicredi foi fundamental. O financiamento envolveu uma operação inédita, já que a ordenhadeira robotizada era uma novidade na região. “Graças a Deus que o Sicredi estava do nosso lado. Foi rápido para liberar. Se não fosse a Cooperativa, a gente ainda estaria tirando leite manualmente. Deu uma mão para nós em tudo e ainda está ajudando”, afirmou Marlize.
Segundo Arno, os investimentos foram decisivos para a permanência na atividade. “Sem o crédito eu não teria feito nada. É um custo muito grande para manter tudo. Agora, é continuar na atividade que estou, aos poucos, passando para a filha.”
Além dos equipamentos, o projeto exigiu ampliações estruturais, incluindo novos espaços de confinamento, adequação dos barracões, sala de ordenha e áreas de manejo para receber a nova tecnologia.
Sucessão familiar planejada
O investimento foi pensado para garantir o futuro da propriedade e aumentar a produtividade. Atualmente, a filha Jaqueline e o genro, Odair, são sócios no negócio e participam ativamente da gestão da atividade.
A terceira geração já demonstra interesse pelo campo A neta Stephany é apaixonada pelos animais e acompanha de perto a rotina da fazenda. “É eles que vão levar isso para frente agora”, enfatizou o associado.
A história da família Risse demonstra como o acesso ao crédito, aliado ao planejamento e à inovação, pode transformar desafios em oportunidades. Em um setor cada vez mais complexo e competitivo, investir em tecnologia tornou-se fundamental para garantir produtividade, rentabilidade e qualidade de vida, assegurando que o legado construído por décadas continue prosperando nas próximas gerações.