A relação com o dinheiro começa a ser construída ainda na infância. Muito antes de ter renda própria, a criança já observa os hábitos da família, manifesta desejos de consumo e aprende, pouco a pouco, que é preciso fazer escolhas. Aproveitar essas situações para conversar sobre dinheiro pode ajudar a desenvolver autonomia e consciência financeira desde cedo. 

O período do Dia das Crianças, celebrado em outubro, traz um gancho para esse aprendizado. Entre pedidos de brinquedos, jogos e outros desejos, os pais podem aproveitar a ocasião para mostrar que algumas conquistas exigem planejamento e que guardar dinheiro também pode ser uma escolha. 

“Educação financeira não precisa ser apresentada para a criança como uma aula. Ela acontece nas pequenas decisões. Quando os pais conversam sobre o motivo de uma compra, ajudam a estabelecer uma meta ou mostram que é possível guardar para comprar algo depois, estão ensinando conceitos importantes para a vida”, explica Bruno Darrigo, Assessor de Investimentos da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ. 

O exemplo começa dentro de casa 

Assim como acontece com outros comportamentos, as crianças aprendem observando os adultos. A maneira como a família fala sobre dinheiro, planeja compras e toma decisões influencia a percepção que os filhos desenvolvem sobre consumo e organização financeira. 

Uma ida ao supermercado pode se transformar em uma oportunidade para comparar preços. Um brinquedo desejado pode dar origem a uma conversa sobre prioridades. Até mesmo o recebimento de uma pequena quantia pode ser utilizado para explicar a diferença entre gastar tudo imediatamente e guardar uma parte para alcançar um objetivo maior. 

Para o especialista, o mais importante é adequar a conversa à idade da criança. “Não precisamos falar de investimentos ou de assuntos complexos com os pequenos. Podemos começar ensinando que dinheiro é um recurso que precisa ser utilizado com escolhas e que guardar também é uma forma de planejar”, destaca. 

A importância desse aprendizado também aparece no avanço de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do letramento financeiro. Em 2025, mais de 27,6 mil alunos foram avaliados pelo programa Aprender Valor, do Banco Central, que leva educação financeira para estudantes do ensino fundamental. O programa busca desenvolver conhecimentos e comportamentos que ajudem crianças e adolescentes a tomar decisões mais conscientes sobre o uso do dinheiro. 

Turminha da Poupança 

A campanha Turminha da Poupança é destinada a crianças e adolescentes de 0 a 15 anos, mediante autorização dos pais ou responsáveis que sejam associados da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ. Na abertura da conta corrente ou na contratação de uma previdência privada para o menor, o participante já pode resgatar uma pelúcia da Turminha da Poupança. 

A partir daí, cada R$ 50 aplicados na poupança ou na previdência privada geram um ponto. Nas modalidades programadas, a pontuação é dobrada: cada R$ 50 equivalem a dois pontos. Ao atingir 20 pontos, o participante pode realizar um novo resgate de pelúcia em uma das agências da cooperativa, conforme as regras e a disponibilidade previstas no regulamento. 

Como parte da iniciativa, a cooperativa também realiza a Jornada da Turminha da Poupança, que transforma a movimentação da conta em uma experiência de conquistas. A partir do acúmulo de pontos, os responsáveis podem resgatar itens para as crianças, como bola, mochila e tabuleiro. A proposta é tornar o contato com a poupança mais lúdico e estimular, desde cedo, o acompanhamento do dinheiro e a construção do hábito de poupar. 

Saiba mais em: https://www.sicredi.com.br/promocao/turminhadapoupancavanguarda/  

Do hábito construído na infância às escolhas da vida adulta 

A educação financeira não se resume a saber quanto dinheiro entra ou sai. Envolve compreender prioridades, avaliar escolhas e pensar nas consequências de cada decisão. Por isso, quanto mais cedo a criança tiver contato com esses conceitos de maneira adequada à sua realidade, mais oportunidades terão de desenvolver uma relação consciente com o dinheiro. O papel dos adultos é justamente transformar situações do cotidiano em momentos de aprendizado, sem tornar o assunto pesado ou distante da infância. 

“Ensinar a poupar é ensinar a planejar. Quando uma criança entende que pode abrir mão de algo agora para conquistar um objetivo depois, ela começa a desenvolver uma habilidade que será útil em diferentes fases da vida. O mais importante é que esse aprendizado aconteça de forma natural e faça sentido para ela”, finaliza Darrigo. 

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