O desenvolvimento de uma comunidade também passa pelo fortalecimento de iniciativas que atuam diretamente na vida das pessoas. Em Cascavel, 18 projetos de entidades locais foram contemplados pelo Fundo Social do Sicredi, com mais de R$ 180 mil destinados a ações que atendem diferentes demandas da população. Na área de atuação da Sicredi Vanguarda, que contempla municípios do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, são R$ 1,7 milhão destinados a mais de 200 projetos. 

Entre as iniciativas apoiadas estão projetos ligados ao esporte e à inclusão social, como o Atletas de Jesus – Oportunidades e a Casa do Atleta, mantida pela Associação dos Paratletas de Cascavel (APAC). Embora tenham públicos e propostas diferentes, os dois projetos mostram como o esporte pode contribuir para ampliar oportunidades e promover desenvolvimento e inclusão. 

Futebol como oportunidade para crianças e adolescentes 

Há 26 anos, o projeto Atletas de Jesus utiliza o futebol como uma forma de aproximar crianças e adolescentes do esporte e, a partir dele, trabalhar aspectos que vão além das quatro linhas. A iniciativa atende principalmente crianças de bairros mais afastados e de famílias de baixa renda, oferecendo treinos gratuitos duas vezes por semana. “Nosso principal objetivo é dar uma oportunidade para eles, seja na bola, seja através de uma fala, através de uma oportunidade que eles têm através do esporte”, explica Juarez Assmann, presidente fundador do projeto. 

Além dos treinamentos, os participantes recebem um kit com camiseta, shorts, meião e uma Bíblia. A proposta também envolve o trabalho de valores e comportamento, com orientações relacionadas ao respeito, à responsabilidade, à convivência e à disciplina. 

A iniciativa busca envolver também as famílias nesse processo. Segundo o representante, a mudança de comportamento pode ser percebida não apenas entre as crianças, mas também na relação com os familiares e na convivência em outros espaços, como a escola e a comunidade. “É nítida a mudança de comportamento, desde as crianças até com o próprio familiar. A gente tem estratégias bem elaboradas onde consegue trazer uma disciplina entre toda a família”, afirma. 

O projeto chegou a manter 11 núcleos em Cascavel e atender cerca de 500 crianças até 2025. Com a redução de patrocínios, atualmente conta com um núcleo e aproximadamente 100 participantes. O apoio do Fundo Social contribui para a continuidade da iniciativa e para o objetivo da entidade de voltar a ampliar sua atuação. 

Estrutura também faz parte do esporte adaptado 

Na outra ponta, a Casa do Atleta da APAC oferece uma estrutura de apoio para atletas com deficiência que precisam permanecer em Cascavel para treinar. Atualmente, oito atletas utilizam o espaço, que permite que eles tenham um local adequado para descanso e alimentação durante a rotina esportiva. 

Para quem vem de outros municípios, encontrar uma estrutura de permanência adequada pode ser um dos desafios para manter uma rotina de treinamentos. Na Casa do Atleta, o objetivo é oferecer condições para que os esportistas possam se concentrar na preparação sem precisar lidar com dificuldades relacionadas à moradia. 

“É de grande valia para os atletas que vêm de fora ter um local para poder ter um descanso adequado”, explica Altair Antonio Alves, Diretor Financeiro da Casa do Atleta. O projeto contemplado pelo Fundo Social prevê a aquisição de utensílios domésticos para a casa. Os materiais devem contribuir principalmente para a organização da rotina, o preparo de uma alimentação adequada e melhores condições de descanso para os moradores. 

Além do desempenho esportivo, a APAC trabalha com a perspectiva de ampliar a inclusão, promover saúde e contribuir para o desenvolvimento das pessoas com deficiência por meio do esporte. 

Cooperação que chega às comunidades 

Os dois projetos fazem parte das 18 iniciativas contempladas pelo Fundo Social em Cascavel. A diversidade das ações apoiadas demonstra a presença de diferentes áreas de atuação das entidades locais e como os recursos podem ser direcionados para necessidades específicas de cada projeto. 

Para o presidente da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ, Aldo Dagostim, apoiar iniciativas que já atuam diretamente nas comunidades é uma forma de fortalecer a cooperação e contribuir para que esses projetos possam ampliar seu alcance. “O Fundo Social é uma forma de transformar a cooperação em ações concretas nas comunidades. São entidades que conhecem de perto as necessidades das pessoas e desenvolvem um trabalho contínuo para gerar oportunidades, inclusão e desenvolvimento. Ao apoiar esses projetos, fortalecemos iniciativas que já fazem a diferença no dia a dia e ajudamos a ampliar esse impacto”, destaca. 

Por meio do Fundo Social, a cooperativa destina recursos para projetos desenvolvidos por entidades e organizações sem fins lucrativos. Em 2026, são mais de R$ 1,7 milhão destinados a mais de 210 projetos nos municípios da área de atuação da cooperativa, no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Em Cascavel, 18 iniciativas recebem, juntas, mais de R$ 180 mil.

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