Toda vez que alguém passa o cartão na sua maquininha e aparece aquele "aprovado" em poucos segundos, tem uma empresa trabalhando nos bastidores para isso acontecer. Essa empresa é a adquirente, e entender o papel dela ajuda você a decidir com mais clareza quando for escolher ou renegociar a sua solução de recebimento.  

Isso porque, se você vende no cartão, se relaciona com uma adquirente todos os dias, mesmo sem perceber. É ela que conecta o seu negócio às bandeiras e aos bancos, leva cada compra para aprovação do banco emissor e faz o dinheiro da venda chegar à sua conta. Entender como esse elo funciona ajuda você a comparar custos, prazos de recebimento e condições entre as opções disponíveis, com mais critério na hora de escolher​​​​. 

Neste conteúdo, você vai entender o que é uma adquirente, como ela atua quando você vende e qual a diferença entre adquirente, subadquirente e gateway.  

 

Como funciona uma adquirente no pagamento com cartão? 

 

Uma adquirente funciona como o elo que processa cada venda no cartão: ela captura a compra na maquininha, consulta a bandeira e o banco do cliente e, depois de aprovada, repassa o valor para a sua conta. Tudo isso em poucos segundos, no caso da aprovação, e em alguns dias, no caso do repasse do dinheiro. 

Para enxergar melhor, pense nela como uma ponte entre três pontas: a sua maquininha, a bandeira do cartão (Visa, Mastercard, Elo) e o banco que emitiu o cartão do seu cliente. 

Tudo isso começa no momento em que o cliente insere, aproxima ou digita o cartão. A partir daí, várias etapas acontecem em sequência, tão rápido que você mal percebe. 

Para dar conta disso, a adquirente cumpre quatro funções principais: 

  • Credenciamento: é quando ela libera o seu negócio para aceitar cartão, entrega a maquininha e define quais bandeiras você vai poder receber. É a porta de entrada; 
  • Captura e autorização: recebe os dados da compra e corre atrás da aprovação junto ao banco do cliente, conferindo se a compra pode ser feita; 
  • Liquidação: é a parte que mais interessa ao seu bolso, quando ela apura o valor das vendas e deposita na sua conta, já descontadas as taxas do serviço; 
  • ​​Segurança: usa mecanismos antifraude que ajudam a identificar transações suspeitas e a reduzir riscos de uso indevido do cartão. 

​​​​​No Brasil existem várias adquirentes em operação, e cada uma tem as suas maquininhas, taxas, prazos e serviços. Boa parte do custo aparece no MDR (Merchant Discount Rate), o percentual descontado de cada venda no cartão. Dentro dele estão embutidos custos de diferentes participantes do arranjo de pagamento, como a bandeira e o banco que emitiu o cartão, além da remuneração da própria adquirente. É o que sai de cada compra antes de o dinheiro chegar a você. 

Por isso, na hora de escolher a maquininha ideal para o seu negócio, olhar só para a taxa não basta. Vale comparar também o prazo para o dinheiro cair na conta e os serviços que vêm junto, porque é esse conjunto que pesa no fim do mês.

 

Quem participa de uma transação com cartão?  

 

Quando o "aprovado" aparece na tela, parece que foi só você e o cliente na história. Mas, naqueles poucos segundos, cinco participantes trabalharam juntos nos bastidores. Conhecer cada um ajuda a enxergar onde a adquirente entra e por que ela é tão importante para você receber suas vendas: 

  • Portador: o seu cliente, a pessoa que está pagando com o cartão; 
  • Estabelecimento: você, o negócio que faz a venda e recebe o pagamento; 
  • Adquirente: a empresa que captura a compra e conecta tudo ao restante do sistema; 
  • Bandeira: quem define as regras do jogo, como Visa, Mastercard e Elo; 
  • Emissor: o banco que emitiu o cartão do seu cliente e que vai aprovar (ou não) a compra. 

Na hora da compra, esses cinco se conectam numa sequência bem rápida: 

  • o cliente insere, aproxima ou passa o cartão na sua maquininha; 
  • a maquininha envia os dados da compra para a adquirente; 
  • a adquirente encaminha o pedido para a bandeira; 
  • a bandeira direciona a solicitação ao emissor; 
  • o emissor confere se há saldo ou limite e aprova ou recusa a compra; 
  • a resposta faz o caminho de volta até aparecer o "aprovado" na sua maquininha. 

Depois disso, numa etapa que você não vê na hora, acontece a liquidação: é quando a adquirente deposita o valor das vendas na sua conta, dentro do prazo que vocês combinaram. 

E esse mesmo caminho se repete a cada venda, seja no crédito, no débito ou em outras formas de pagamento. Hoje, muitas maquininhas já integram o Pix ao mesmo aparelho, reunindo vários jeitos de receber num dispositivo só. 

 

Quanto tempo leva para o dinheiro cair na conta? 

 

O prazo para o dinheiro das vendas chegar à sua conta depende da modalidade e da solução contratada. Débito, crédito à vista e crédito parcelado seguem lógicas diferentes, e cada plano tem as suas condições de recebimento. Por isso, vale conferir os prazos praticados antes de fechar, já que é esse calendário que vai orientar o caixa do seu negócio. 

No fundo, essa é a pergunta que mais tira o sono de quem vende no cartão: vendi hoje, recebo quando? E entender esse prazo faz diferença, porque a venda que você fez hoje nem sempre vira dinheiro disponível na mesma hora, e é aí que o caixa do mês pode apertar. 

​​Para essas situações, existe a antecipação de recebíveis. Com ela, você recebe antes do prazo o valor das vendas feitas no crédito, mediante as condições e as taxas aplicáveis à operação. É uma alternativa para quem precisa repor estoque ou honrar um compromisso antes de o dinheiro entrar, e vale comparar o custo da antecipação com o que aquele recurso vai resolver no seu caixa.  

Por isso, na hora de escolher com quem trabalhar, não olhe só para quanto cada venda desconta. Repare também em quando o dinheiro chega e em quanto custa adiantar, se você precisar. No fim das contas, é esse conjunto que mantém o seu fluxo de caixa respirando.

 

Qual a diferença entre adquirente, subadquirente e gateway? 

 

Adquirente, subadquirente e gateway fazem parte do mundo dos pagamentos, mas cada um faz uma coisa diferente.  

De forma rápida: a adquirente é a empresa que libera o seu negócio para aceitar cartão e processa cada venda. A subadquirente é uma intermediária que facilita a sua entrada nesse mundo, com um cadastro mais simples. E o gateway é a tecnologia que conecta a sua loja virtual ao sistema de pagamentos, levando os dados de cada compra com segurança​. 

Para visualizar lado a lado, veja a comparação:

 

Critério 

Adquirente 

Subadquirente 

Gateway 

Função principal 

Credencia, autoriza e liquida transações 

Revende aceitação de várias adquirentes 

Transmite dados da transação 

Relação com a bandeira 

Direta (participa do arranjo) 

Indireta (via adquirente) 

Não credencia 

Faz a liquidação? 

Sim 

Sim, repassa ao lojista (via adquirente) 

Não 

Mais usado em 

Loja física e online 

Pequenos negócios e início 

E-commerce 

Exemplos de uso 

Maquininha credenciada 

Solução integrada simplificada 

Integração de checkout 

 

​​A escolha depende da operação do seu negócio. Os canais em que você vende, as integrações que o seu sistema exige e as condições comerciais de cada proposta são o que definem qual solução faz sentido.  

 

Como escolher uma adquirente para o seu negócio? 

 

Na hora de contratar uma maquininha, você está, na prática, escolhendo também uma adquirente, a empresa que fica por trás dela processando as suas vendas. E essa decisão vai além de olhar a taxa de cada venda. Para acertar, vale comparar seis pontos principais: as taxas, o prazo para receber, as condições de adiantar o dinheiro, as bandeiras aceitas, a integração com seus sistemas e a qualidade do atendimento. 

Veja o que olhar em cada um: 

  • Taxas e MDR: entenda quanto vai ser descontado de cada venda e quais outros custos estão no pacote, para não ter surpresa no fim do mês; 
  • Prazo de recebimento: confira em quanto tempo o dinheiro das vendas fica disponível na sua conta, porque isso mexe direto com o seu caixa; 
  • Antecipação de recebíveis: veja quanto custa adiantar o dinheiro, para o caso de você precisar de um reforço antes do prazo; 
  • ​​​​​Bandeiras aceitas: verifique se a maquininha aceita os cartões mais usados por quem compra com você, ampliando as formas de pagamento disponíveis; 
  • Integração com seus sistemas: recursos como link de pagamento, conciliação das vendas e integração com o seu caixa (o chamado TEF) facilitam bastante o dia a dia; 
  • ​​​Qualidade do atendimento: avalie como funciona o suporte quando algo dá errado, porque ter com quem falar faz diferença no dia a dia da operação. 

​​Mais do que a maquininha em cima do balcão, a adquirência é o que organiza a entrada do dinheiro no seu negócio: define como cada venda é processada, em quanto tempo o valor chega à sua conta e quanto dele fica pelo caminho. É esse conjunto que sustenta a previsibilidade do seu caixa. 

 

Como o Sicredi apoia o seu negócio nos recebimentos? 

 

No Sicredi, você conta com soluções de recebimento desenhadas para acompanhar o crescimento do seu negócio, e não apenas com uma maquininha solta. 

Nosso portfólio de máquinas de cartões reúne as Máquinas Sicredi nos modelos Clover e Smart, a opção de TEF para integrar com o seu sistema, o Tap do Sicredi, que transforma o celular em máquina de cartão, e o Link de Pagamento para vendas a distância. 

O que diferencia a nossa proposta é o modelo cooperativo, sem taxa de adesão, com atendimento humano e consultivo perto de você. Em vez de tratar a maquininha como um produto isolado, integramos os recebimentos a um ecossistema completo de gestão financeira, que inclui Pix PJ e o Organizador PJ para você acompanhar o caixa com mais clareza.

 

​Conte com a gente para receber com mais organização 

 

​​Aceitar cartão é só o começo. O passo que faz diferença é ter ao lado quem entende o seu negócio e apoia a rotina de recebimentos de ponta a ponta. Com as Máquinas Sicredi, você conta com diferentes soluções para o seu tipo de operação, sem taxa de adesão, e com o atendimento próximo do gerente da sua cooperativa. 

Se você quer simplificar as vendas no cartão e no Pix com quem trabalha pelo crescimento do seu negócio, conheça as soluções para empresas e seja associado e converse com a agência mais perto de você. 

 

Perguntas frequentes sobre adquirente 

 

Adquirente e credenciadora são a mesma coisa? 

Sim, são a mesma empresa, só com dois nomes. É aquela que libera o seu negócio para aceitar cartão, autoriza as compras e repassa o valor das vendas para a sua conta. "Credenciadora" é o nome usado pelo Banco Central na regulação; "adquirente" é o mais comum no dia a dia.  

 

Qual a diferença entre adquirente e bandeira? 

A bandeira (como Visa, Mastercard e Elo) é a marca do cartão e define as regras do pagamento. A adquirente é a empresa que libera o seu negócio para aceitar essas bandeiras, captura cada compra e deposita o valor na sua conta. São papéis diferentes que trabalham juntos: uma define as regras, a outra faz o pagamento acontecer.  

 

A subadquirente substitui a adquirente? 

Não. A subadquirente é uma intermediária: ela contrata uma ou mais adquirentes e revende o serviço ao lojista, com um cadastro mais simples e rápido. Mas a adquirente continua existindo por trás, porque é ela que faz a conexão direta com a bandeira e o repasse do dinheiro no sistema. 

 

O que é o MDR cobrado pela adquirente? 

​​O MDR (Merchant Discount Rate) é a taxa descontada de cada venda no cartão, a fatia que sai antes de o dinheiro chegar à sua conta. Esse valor é dividido entre a adquirente, a bandeira e o banco que emitiu o cartão, e remunera o serviço de processar e garantir cada pagamento.  

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A primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, oferecendo produtos e serviços financeiros de um jeito simples e próximo. Aqui rende para você e para todo mundo.

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