28 de Julho de 2021

Glossário da Renda Fixa

Conheça os principais termos usados nos investimentos em Renda Fixa e tire suas dúvidas

Notícias | Investimentos

Quem entra no mundo dos investimentos se depara com uma série de termos novos, que podem soar complicados. Mas não precisa se preocupar, pois todos eles têm uma definição e uma função específica. A melhor maneira de estar por dentro é conhecê-los e entender os seus usos nos investimentos.

Confira a seguir os termos mais presentes no glossário da renda fixa nas instituições financeiras cooperativas:

Renda Fixa

É o tipo de investimento mais conservador do mercado, pois costuma concentrar mais segurança, liquidez e rentabilidade média. É a modalidade mais procurada por investidores que desejam ter rendimentos mais seguros e estáveis, e não querem se expor ao risco. Os títulos de renda fixa são um dinheiro que o investidor empresta a uma instituição financeira, para que ela empreste a terceiros, dentro de um período e condições pré-estabelecidas. Após um prazo, a instituição financeira divide a rentabilidade com o investidor de acordo com um percentual previamente acordado.

Títulos de Renda Fixa

São as formas que o dinheiro será emprestado pelo investidor para a instituição financeira. Existem diversos tipos de títulos de renda fixa, e eles são categorizados de acordo com critérios em comum, embora as regras possam variar um pouco dentro da mesma categoria. Outra palavra para definir título é “aplicação” financeira, ou “ativo” financeiro. São exemplos de títulos de renda fixa nas instituições financeiras cooperativas: RDC (Recibo de Depósito Cooperativo), Fundos de Renda Fixa, LCI, LCA e Poupança

Taxa de Juros

O juro é a rentabilidade recebida pelo investidor quando ele coloca dinheiro em uma aplicação, seja ela de renda fixa ou outros tipos. A instituição financeira faz a intermediação entre o dinheiro do investidor e o tomador de empréstimo, que devolve o dinheiro com um valor a mais, após um período. Assim, o juro também é o valor recebido pelo “preço do crédito” ao tomador, de acordo com condições pré-estabelecidas.

As taxas de juros podem variar bastante, mas costumam ser definidas de acordo com alguns critérios como por exemplo: índices (IPCA, Selic, CDI); grau de risco (quanto maior o risco, maiores são os juros); concorrência entre as instituições financeiras; peso dos custos administrativos; entre outros. As oscilações do mercado financeiro também acabam influindo nas taxas de juros dos investimentos.

Juros compostos

Também conhecido como “juros sobre juros”, é a modalidade de cálculo dos juros que incide sobre os títulos de renda fixa no sistema financeiro brasileiro. Eles são a razão da “mágica da multiplicação do dinheiro”. Aqui, o percentual da taxa de juros sempre será aplicado sobre valor final do resultado anterior. Ou seja, se a remuneração do título for aplicada todos os dias, ou ao mês, ou semestralmente (os sistemas mais comuns), na próxima vez que os juros forem aplicados, o valor sobre o qual eles serão calculados é o resultado anterior, e não o valor inicial investido. Exemplo: alguém que investiu R$ 100, com 1% de juros ao mês, terá no final do primeiro mês R$ 101, no segundo R$ 102,01, no terceiro R$ 103,03, e assim por diante.

Taxa de Juros Pré-fixada

É a taxa de juros definida no momento da compra do título. A vantagem é que o que foi combinado no início, é exatamente o que o investidor irá ganhar no final, então é possível calcular previamente quanto será a remuneração quando acabar o prazo.

Taxa de Juros Pós-fixada

É a taxa de juros que está indexada à um indicador financeiro da economia, como inflação (IPCA), Taxa Selic, CDI (Certificado de Depósito Interbancário), entre outras. Por se tratar de uma taxa que varia com o tempo, a remuneração dos juros busca aproveitar essas oscilações. Portanto, não é possível calcular o quanto o investidor ganhará no final, e ele pode fazer apenas estimativas de acordo com as tendências da economia.

Taxa de Juros Híbrida

É quando o título oferece uma taxa de juros fixa, mais um percentual de algum indicador financeiro, como o CDI ou o IPCA. Dessa forma, o investidor receberá uma taxa fixa, mais um percentual de variação do indicador.

Indexador

É o termo usado para se referir aos indicadores, ou índices, usados como base para a atualização monetária em diversos segmentos econômicos. Dentre os indexadores mais comuns no país, usados na renda fixa, estão o IPCA (referente à inflação), a Taxa Selic e o CDI.

CDI

O Certificado de Depósito Interbancário é um índice que regula as taxas de empréstimo interbancários, ou seja, quando uma instituição financeira empresta a outra. De acordo com regras do Banco Central, nenhuma instituição financeira pode terminar o dia (24 hrs) “no vermelho”, sem que o caixa feche no positivo na comparação entre saídas e entradas de dinheiro. Quando há necessidade, uma instituição empresta dinheiro a outra para que essa conta feche. A taxa de juros que uma paga a outra por esse empréstimo é o CDI. Além disso, o CDI também regula outras modalidades de empréstimos e financiamentos na renda fixa.

Taxa DI

Cada instituição financeira tem uma taxa própria de CDI. Então, todos os dias, o Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados) divulga a Taxa DI, que é a média de todos os CDIs dos bancos no país. Como referência, essa taxa sempre acompanha de perto a Taxa Selic.

IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, é um indicador que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) calcula mensalmente para medir a variação da inflação – o aumento dos preços para o consumidor. O IPCA é o medidor oficial da inflação no Brasil, e também um índice que define a rentabilidade de diversos investimentos em renda fixa.

Taxa Selic

É a taxa básica de juros de economia, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, a instituição responsável pela supervisão de todo o sistema financeiro nacional. A Selic é usada como parâmetro para a remuneração de títulos públicos e privados, assim como em diversas operações financeiras no Brasil.

Liquidez

É a capacidade de realizar resgate (retirada) do investimento, sempre que o investidor necessitar usar o dinheiro para outro propósito antes do vencimento. Baixa liquidez significa que pode ser preciso esperar um tempo de carência para movimentar o dinheiro, ou então que é necessário deixar o dinheiro investido até o final do prazo. Contudo, títulos de baixa liquidez costumam oferecer juros mais altos como remuneração.

Muitos dos títulos com liquidez diária, e os de baixa liquidez, são suscetíveis à marcação a mercado. Esse fenômeno pode fazer com que seja possível perder dinheiro mesmo na renda fixa, pois se trata da atualização dos preços dos títulos e cotas com o passar do tempo. Por isso, o preço pago pelo investidor no momento da compra pode não ser o mesmo no momento do resgate, podendo haver lucro ou prejuízo.

Já os títulos de alta liquidez possibilitam que o resgate seja feito imediatamente ou em pouco tempo, em no máximo um dia útil. É comum que títulos de alta liquidez ofereçam juros mais baixos como remuneração.

Marcação a mercado

É a diferença do valor que o investidor pagou pelo título e o valor de mercado do mesmo na atualidade. O preço do título pode variar para cima ou para baixo, de acordo com as oscilações do mercado. Então, o investidor pode ter lucro ou prejuízo caso precise, ou queira, vender o título antes do vencimento. A marcação a mercado está presente em Fundos de Investimento e investimentos como o Tesouro Direto. Os investimentos em títulos de renda fixa emitidos pela Instituição Financeira (RDC, LCA, LCI, Poupança, etc) não sofrem marcação a mercado.

Risco

É o grau de incerteza em relação ao Risco de Crédito da Instituição Financeira, que pode, por alguma razão, vir a não honrar seus compromissos financeiros com os investidores. Não existe investimento sem risco, por isso, é muito importante pesquisar sobre a integridade da instituição financeira que está oferecendo o título. Além disso, existem agências classificação de risco para as instituições financeiras. Quanto ao investidor, o fator risco pode ajudar a definir o seu perfil de investimentos como “conservador” (baixo risco), “moderado” (risco médio) e “arrojado” (alto risco).

Volatilidade

São as oscilações do mercado, que empurram os indicadores (Selic, IPCA, CDI, câmbio, etc) para cima ou para baixo, de acordo com acontecimentos na economia nacional ou mundial.

Tributação

Boa parte dos títulos de renda fixa são tributados de alguma maneira, de acordo com regras específicas em cada caso. Normalmente, as taxas incidem somente sobre a rentabilidade obtida nos investimentos, não o valor total aplicado. Também existe uma categoria de isenções atribuídas à alguns títulos. As cobranças mais comuns são Imposto de Renda (IR) e IOF.

Tabela Regressiva de Imposto de Renda

Os investimentos em renda fixa que são taxados de IR obedecem a uma tabela regressiva do percentual que deve ser pago à Receita Federal, de acordo com o tempo de investimento. Quanto maior o prazo, menor será a alíquota.

Tempo de Investimento    Alíquota de IR
Entre 0 e 180 dias                    22,5%
Entre 181 e 360 dias                20%
Entre 361 e 720 dias               17,5%
Acima de 721 dias                     15%

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e sobre diversos tipos de investimentos.  É um imposto federal com o propósito de regular e supervisionar a economia.

Na renda fixa, quando aplicado, o IOF pode ser cobrado caso o investidor retire o dinheiro antes de 30 dias, de acordo com as regras do título. Nesses casos, a alíquota do IOF varia de acordo com a tabela abaixo:

DIAS    IOF    DIAS    IOF
1       96%       16       46%
2       93%       17       43%
3       90%       18       40%
4       86%       19       36%
5       83%       20       33%
6       80%       21       30%
7       76%       22       26%
8       73%       23       23%
9       70%       24       20%
10      66%      25      16%
11      63%      26      13%
12      60%      27     10%
13      56%      28      6%
14      53%      29      3%
15      50%      30      0%

RDC

O Recibo de Depósito Cooperativo, ou RDC, é um tipo de aplicação em renda fixa emitido pelas instituições financeiras cooperativas. Suas características e funcionamento são semelhantes ao CDB (Certificado de Depósito Bancário) das instituições financeiras não cooperativas.

LCA

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) é um título ligado agronegócio, e serve para financiar as atividades do setor. O investidor que compra esses títulos está emprestando dinheiro para uma instituição financeira, que irá, então, emprestar esses recursos para empresas do agronegócio.

O diferencial da LCA em relação a outros títulos de renda fixa, é o fato de ela ser isenta de Imposto de Renda. Contudo, as  LCAs exigem um período legal mínimo de carência, em que o dinheiro não pode ser movimentado, de 90 dias. A liquidez desse tipo de aplicação também é menor, porém a rentabilidade é mais alta. O valor mínimo de entrada para os títulos de LCA costuma ser mais elevado.

LCI

A Letra de Crédito Imobiliário é um título ligado ao setor imobiliário, e sua função é angariar recursos para financiar essa atividade. Assim como a LCA, a LCI é isenta de imposto de renda, mas é necessário esperara um período mínimo legal de carência, de 90 dias, para poder movimentar o dinheiro. A liquidez é menor, porém, a rentabilidade é mais atrativa. O valor mínimo de entrada para os títulos de LCI costuma ser mais elevado.

Fundos de Investimento

Os Fundos de Investimentos reúnem recursos de vários investidores, que passam a ser “cotistas” do fundo, com o objetivo de montar uma carteira coletiva de títulos, que podem ser tanto em renda fixa quanto em renda variável, dependendo do tipo de fundo. Ao obter uma cota de um fundo, o investidor passa a contar com profissionais especializados para gerir os recursos, que se tornam os responsáveis pela gestão do portifólio de ativos na carteira. A rentabilidade muitas vezes varia de acordo com o perfil do fundo. Já o período de aplicação pode, ou não, ser pré-estabelecido, sendo que o investidor pode permanecer no fundo o tempo que desejar.

Os fundos de investimento costumam ter custos como Imposto de Renda, IOF – caso o dinheiro seja retirado antes de completados 30 dias, e a taxa de administração, paga à gestão do fundo. Alguns fundos mais arrojados e de gestão ativa podem ter a taxa de performance, que costuma ser cobrada como um percentual sobre a rentabilidade excedente ao índice utilizado pelo fundo.

Fundos de Investimento em Renda Fixa

São fundos de investimento especializados em compor seu portfólio com títulos de renda fixa com no mínimo 80% dos investimentos atrelados diretamente ou indiretamente em Renda Fixa como por exemplo: fundos de Títulos Públicos Federais, Títulos Privados como Debêntures de empresas ou CDBs de Instituições Financeiras.

Come Cotas

É uma modalidade de cobrança antecipada do Imposto de Renda, que incide semestralmente (a cada 6 meses) sobre alguns fundos de investimento. A retenção é feita na fonte por meio da redução da quantidade de cotas do investidor que corresponderem ao valor do imposto. O percentual de IR cobrado é sempre o menor dentro da tabela regressiva, referente ao tempo de investimento. Para fundos de curto prazo, o come-cotas será de 20%, e para fundos de médio e longo prazos, 15%. Se houver diferença entre o come-cotas já cobrado e o valor da alíquota de IR que incidirá no momento do resgate (retirada) do dinheiro, o investidor pagará a diferença entre as duas taxas. O come cotas é sempre retido na fonte, sem necessidade de pagamento à parte.

Poupança

A poupança é o investimento mais popular do Brasil, e um dos mais conservadores. A sua maior vantagem é oferecer liquidez imediata e segurança, e uma rentabilidade estável. Atualmente, de acordo com regras do Banco Central, a remuneração da poupança é dada por um percentual mais a Taxa Referencial (TR), mudando em duas situações: quando a Selic está acima de 8,50%, a poupança irá render 0,5% ao mês + TR; já quando a Selic estiver abaixo de 8,50%, a poupança renderá 70% da taxa Selic + TR. Mas existe uma exceção: por determinação do Banco Central, depósitos na poupança anteriores ao dia 30/05/2012, permanecerão rendendo 0,5% ao mês + TR, desde que a aplicação seja mantida pelo investidor.

FGCoop

Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito funciona como garantia adicional, onde cada associado tem até R$ 250 mil assegurados, por instituição financeira, por CPF/CNPJ. Para saber mais sobre o FGCoop, acesse nosso conteúdo.

Depois de conhecer mais sobre o mundo dos investimentos, apostamos que você está pronto para dar os primeiros passos!

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