Como fazer um cartão de crédito? Passo a passo para solicitar o seu
Fazer um cartão de crédito é mais simples do que parece. Veja os requisitos, os documentos, o passo a passo e o que avaliar antes de solicitar o seu.
Para fazer um cartão de crédito, você precisa ser maior de 18 anos, ter CPF regular e comprovar renda. A solicitação pode ser feita pelo aplicativo, pelo site da instituição financeira ou presencialmente, e o pedido passa por uma análise de crédito antes da aprovação.
Ter um cartão de crédito facilita o dia a dia, ajuda a organizar as compras e dá acesso a benefícios como programas de pontos e mais praticidade nas compras. Não à toa, ele é um dos meios de pagamento mais usados no país.
Se você quer saber como fazer um cartão de crédito, seja o primeiro ou mais um para aproveitar melhores condições, o processo fica bem mais tranquilo quando você entende cada etapa com calma.
Neste guia, a gente explica os requisitos, os documentos necessários, o passo a passo da solicitação, como funciona a análise de crédito e o que avaliar antes de escolher o cartão certo para o seu momento. Vamos começar?
O que é preciso para fazer um cartão de crédito?
Para fazer um cartão de crédito, você precisa ter 18 anos ou mais, um CPF regular, renda compatível com o cartão desejado e um perfil aprovado na análise de crédito da instituição financeira.
A análise existe para avaliar o seu perfil e a sua capacidade de pagamento, o que ajuda a definir um limite compatível com a sua realidade. Cada emissor tem regras próprias, e há opções para diferentes perfis, inclusive para quem está começando.
De forma geral, os requisitos mais comuns são:
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Idade mínima de 18 anos para contratar o cartão em nome próprio. Menores de idade podem ter cartões adicionais, vinculados à conta de um responsável.
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CPF ativo e regular na Receita Federal.
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Renda compatível com o cartão escolhido, mesmo que informada de forma simples.
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Análise de crédito aprovada, que considera o seu histórico e a sua pontuação.
Vale lembrar que o cartão de crédito é um instrumento de peso na economia. Segundo a Abecs, associação que representa o setor, apenas os cartões de crédito movimentaram R$ 3,1 trilhões no Brasil em 2025, alta de 14,5% sobre o ano anterior, o que mostra o quanto esse meio de pagamento faz parte da rotina das pessoas.
Como fazer um cartão de crédito passo a passo?
Para fazer um cartão de crédito, o caminho tem seis etapas: escolher a instituição financeira, escolher o cartão que combina com o seu perfil, reunir os documentos, fazer a solicitação, aguardar a análise de crédito e, com a aprovação, desbloquear o cartão para usar.
Apesar de o processo variar entre instituições, essa lógica se repete. Com organização, você percorre cada etapa sem complicação e do seu jeito.
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Escolha a instituição financeira: considere a solidez da instituição, a qualidade do atendimento e os benefícios oferecidos, e não apenas a agilidade da aprovação.
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Escolha o cartão ideal para o seu perfil: compare anuidade, limite, bandeira e programa de benefícios. O melhor cartão é aquele que combina com o seu momento de vida, não necessariamente o mais famoso.
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Reúna os documentos necessários: separe identidade, CPF e comprovantes de renda e residência. Ter tudo em mãos deixa a solicitação mais rápida e reduz a chance de pendências.
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Faça a solicitação: a maioria dos cartões pode ser solicitada pelo aplicativo, pelo site ou presencialmente na agência. Você informa os seus dados, envia as comprovações pedidas e finaliza o pedido.
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Aguarde a análise de crédito: a instituição avalia o seu perfil, o que pode levar de alguns minutos até alguns dias, dependendo do emissor e das informações apresentadas.
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Receba e desbloqueie o cartão: com a proposta aprovada, o cartão é enviado para o seu endereço ou liberado na versão digital. Em geral, basta desbloquear pelo aplicativo para começar a usar.
Quais documentos são necessários?
A lista de documentos pode variar conforme a instituição e o tipo de cartão, mas costuma reunir itens simples que você provavelmente já tem em casa. Deixá-los organizados agiliza a solicitação.
Na maioria dos casos, você vai precisar de:
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documento de identidade com foto, como RG ou CNH.
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CPF, que pode estar no próprio documento de identidade.
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comprovante de residência atualizado, como uma conta de consumo.
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comprovante de renda, como holerite, extrato bancário ou declaração, quando solicitado.
Nos canais digitais, muitas vezes o envio é feito por foto dos documentos e uma selfie de confirmação. Isso torna o processo mais ágil, sem abrir mão da segurança na verificação da sua identidade.
Como funciona a análise de crédito?
A análise de crédito é a etapa em que a instituição avalia a sua capacidade de pagamento antes de aprovar o cartão. O objetivo é entender o seu histórico e definir um limite adequado à sua realidade.
Nessa avaliação, alguns fatores costumam pesar mais:
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pontuação de crédito, o chamado score, que é um dos indicadores considerados na análise;
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histórico de pagamentos, que registra se você costuma quitar dívidas dentro do prazo;
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renda e comprometimento, ou seja, quanto do que você ganha já está reservado para outras dívidas;
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relacionamento com a instituição, que conta pontos para quem já é correntista.
Boa parte desse histórico vem do Cadastro Positivo, criado pela Lei 12.414/2011, que reúne informações de pagamento das pessoas.
De acordo com estudo do Banco Central, esse cadastro ampliou muito a base de registros e ajuda as instituições a avaliar o risco com mais precisão. Manter as contas em dia, portanto, joga a seu favor.
Quanto tempo demora para o cartão ser aprovado?
O tempo de aprovação depende bastante do emissor e do canal escolhido. Em instituições digitais, a resposta pode sair em minutos, enquanto processos mais tradicionais podem levar alguns dias úteis.
Em muitos casos, a versão digital do cartão fica disponível no aplicativo assim que a proposta é aprovada, permitindo compras online imediatas. O cartão físico, por sua vez, é enviado pelo correio e costuma chegar em alguns dias.
Se a análise demorar mais do que o esperado, vale acompanhar o status pelos canais oficiais da instituição. Documentos pendentes ou informações divergentes são as causas mais comuns de atraso na resposta.
Cartão de crédito físico ou digital: qual escolher?
O ideal é usar os dois formatos, porque eles se complementam. O cartão digital funciona bem para compras online, enquanto o físico é necessário para as compras presenciais e para o pagamento por aproximação nas maquininhas.
Muitas instituições liberam a versão digital do cartão antes de o físico chegar pelo correio, o que permite começar a usar mais cedo. Ela fica disponível no aplicativo e serve para compras pela internet e para pagamentos por aproximação pelo celular, quando cadastrada em uma carteira digital.
Já o cartão físico é o que você leva na carteira para o dia a dia fora de casa. Para as compras online, muitos emissores também oferecem o cartão virtual, um número temporário que pode ser trocado a cada compra e adiciona uma camada extra de segurança.
Na prática, cada formato tem o seu momento. Usando os dois em conjunto, você aproveita a praticidade de um e a segurança do outro, sem depender de um único meio.
Como aumentar as chances de aprovação?
Para aumentar as chances de aprovação, três cuidados fazem diferença: manter as contas em dia, concentrar a sua movimentação financeira em uma instituição e começar pelo banco ou cooperativa onde você já tem conta.
Manter os pagamentos em dia é o ponto de partida, porque é isso que preserva o seu score e mostra um histórico organizado. Concentrar a movimentação em uma instituição também ajuda, já que fortalece o seu relacionamento e dá mais informações sobre o seu perfil.
Começar pela instituição em que você já tem conta costuma facilitar, porque ali o seu histórico já é conhecido. E vale lembrar que manter um uso consciente do cartão de crédito depois da aprovação é o que ajuda a conquistar bons limites no futuro.
Se ainda estiver em dúvida sobre qual pedir, vale entender qual é o melhor cartão de crédito para o seu perfil antes de solicitar.
Como fazer um cartão de crédito no Sicredi?
Para fazer um cartão de crédito no Sicredi, é preciso ser associado. Abrir uma conta e se tornar associado são etapas diferentes: quem tem conta sem se associar acessa os cartões vinculados à poupança, enquanto o cartão de crédito é um produto para quem faz parte do quadro social.
O caminho começa pelo cadastro no site ou na agência mais próxima. Depois da associação, você solicita o cartão, que passa pela análise de crédito.
Esse caminho existe porque, aqui, o cartão faz parte de um relacionamento maior. Como associado, você faz parte da cooperativa, com direito a voz nas decisões e à participação nos resultados que ela apura no ano, conforme decisão da assembleia.
Você encontra opções nas bandeiras Visa e Mastercard, com benefícios que acompanham o seu momento. Vale conhecer o cartão para você ou, se a necessidade for para o seu negócio, o cartão para a sua empresa.
A anuidade e as tarifas podem variar conforme a sua cooperativa, e é aí que o atendimento próximo faz diferença na hora de decidir.
Conte com o Sicredi para fazer o seu cartão
Fazer um cartão de crédito é um passo importante, e ele fica ainda mais tranquilo quando você conta com uma instituição próxima e transparente. Entender os requisitos e o passo a passo ajuda você a escolher com consciência.
No Sicredi, estamos ao seu lado para orientar cada etapa, do primeiro cartão à melhor forma de usá-lo no dia a dia. Aqui, a nossa prioridade é ajudar você a crescer junto com a sua comunidade.
Abra sua conta e conheça as soluções que combinam com a sua vida. Se você já é associado, entre em contato com a gente e conte com o nosso apoio para solicitar o seu cartão.
Perguntas frequentes sobre como fazer um cartão de crédito
Reunimos abaixo as dúvidas mais comuns de quem está prestes a solicitar o cartão, com respostas diretas para você seguir com mais segurança.
Dá para fazer cartão de crédito com nome sujo?
Depende da instituição. Algumas oferecem cartões com limite garantido, em que o valor disponível fica atrelado a um depósito ou investimento, mesmo para quem está negativado. Ainda assim, regularizar as pendências antes costuma valer a pena, porque amplia as opções e melhora as condições oferecidas.
Autônomo ou quem não tem renda fixa pode fazer?
Sim. Autônomos, freelancers e MEIs podem solicitar cartão, desde que informem uma renda mensal média. Nesses casos, a movimentação financeira costuma ser levada em conta na análise, no lugar de um comprovante de renda tradicional.
Como fazer o primeiro cartão de crédito?
Para o primeiro cartão, comece pela instituição em que você já tem conta ou por cartões de entrada, que têm critérios mais flexíveis. Manter o CPF regular e movimentar a conta ajuda a construir um histórico que facilita a aprovação.
Posso ter mais de um cartão de crédito?
Sim, é possível ter mais de um cartão. O cuidado é manter o controle dos gastos e não comprometer a sua renda além do que consegue pagar. Vários cartões podem ampliar limites e benefícios, desde que bem administrados.
O cartão digital sai antes do físico?
Em muitos casos, sim. Boa parte das instituições libera a versão digital no aplicativo assim que a proposta é aprovada, o que permite fazer compras online antes de o cartão chegar. O físico é enviado depois, pelo correio.
Preciso ser correntista para fazer um cartão de crédito?
Nem sempre. Algumas instituições oferecem cartões sem exigir conta corrente, embora ser correntista costume facilitar a aprovação e render melhores condições, porque a instituição já conhece o seu histórico. No Sicredi, o cartão faz parte do relacionamento com a cooperativa, então o primeiro passo é se tornar associado.
Referências
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ABECS. Balanço do setor de meios eletrônicos de pagamento, 2025. Disponível em: https://panoramaabecs.com.br/economia-pagamentos-cartoes-brasil-2025-dados-abecs/
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Planalto. Lei nº 12.414, de 9 de junho de 2011 (Lei do Cadastro Positivo). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12414.htm
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Banco Central do Brasil. Análise dos efeitos do Cadastro Positivo. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/content/publicacoes/Documents/outras_pub_alfa/analise_dos_efeitos_do_cadastro_positivo.pdf