Na Bahia Farm Show, Sicredi projeta alcançar R$ 1 trilhão em ativos até 2030 e reforça papel do cooperativismo no desenvolvimento do país
Em encontro com jornalistas e criadores de conteúdo, lideranças da instituição apresentaram números do sistema, programas de inclusão e perspectivas para o agronegócio brasileiro
Sicredi na Bahia Farm Show 2026
A meta de alcançar R$ 1 trilhão em ativos até 2030 e consolidar o cooperativismo financeiro como protagonista do desenvolvimento econômico e social do país foi o principal destaque do Café com Mídia promovido pela Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia nesta quarta-feira (11), durante a Bahia Farm Show 2026.
Reunindo jornalistas, criadores de conteúdo e lideranças do Sistema Sicredi, o encontro apresentou os resultados da instituição, iniciativas voltadas à inclusão financeira e as perspectivas para o agronegócio brasileiro diante do atual cenário econômico.
Ao abordar a estratégia nacional de crescimento, o diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, César Bochi, destacou que a expansão da instituição está diretamente ligada ao fortalecimento do modelo cooperativo.
“Temos uma estratégia consistente de crescimento, baseada na proximidade com os associados e na geração de valor para as comunidades. Nossa meta de alcançar R$ 1 trilhão em ativos até 2030 reflete a confiança das pessoas no cooperativismo financeiro e a capacidade do Sicredi de crescer de forma sustentável, mantendo a essência de colocar as pessoas no centro das decisões”, afirmou.
Lideranças do Sicredi foram recepcionados na Bahia Farm Show e conversaram com a imprensa (Fotos: Divulgação/Sicredi)
O sistema cooperativo
Atualmente, o Sicredi reúne mais de 10 milhões de associados, está presente em mais de 2,2 mil municípios brasileiros e conta com uma rede superior a 3 mil agências, sendo a única instituição financeira em mais de 200 cidades do país.
Os resultados mais recentes reforçam a solidez do sistema. Em 2025, o Sicredi encerrou o ano com R$ 455 bilhões em ativos, crescimento de 14,6% em relação ao período anterior, além de registrar resultado líquido de R$ 7,5 bilhões. Parte desse valor retorna diretamente aos associados: somente neste ciclo, R$ 3,4 bilhões foram distribuídos entre os cooperados, um dos diferenciais do modelo de negócio cooperativo.
Durante a coletiva, os porta-vozes reforçaram as diferenças entre o modelo cooperativo e os bancos tradicionais. No Sicredi, os clientes são associados e também donos do negócio. Eles participam das decisões da cooperativa e compartilham os resultados gerados pela instituição, promovendo um ciclo de desenvolvimento que permanece nas regiões onde atua.
Empreendedorismo
Outro tema de destaque foi o impacto social promovido pela instituição. O diretor executivo da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Luis Guilherme Trindade, enfatizou o papel dos programas de incentivo à transformação das comunidades e falou sobre iniciativas voltadas à educação, inclusão e geração de oportunidades.
Entre elas, ganhou evidência o União 60+, programa que vai estimular o protagonismo de pessoas com mais de 60 anos. A iniciativa oferece capacitação, orientação e incentivo para que esse público desenvolva novos negócios, fortaleça empreendimentos já existentes ou encontre novas possibilidades de atuação econômica.
Também foram apresentados programas voltados ao empreendedorismo feminino, como o Donas do Negócio, que incentiva mulheres empreendedoras por meio de formação, troca de experiências e acesso a soluções financeiras adequadas às suas necessidades.
Cenário econômico
A atuação junto ao agronegócio, principal pauta da Bahia Farm Show, também esteve no centro das discussões. O diretor executivo de Crédito e Segmentos do Banco Cooperativo Sicredi, Gustavo Freitas, fez uma análise do cenário econômico e do crédito rural, reforçando o compromisso da instituição com o setor produtivo.
Mesmo diante de um ambiente de juros elevados e maior seletividade do mercado, o Sicredi mantém a projeção de aproximadamente R$ 59 bilhões em crédito rural para a safra 2025/2026, apoiando produtores de diferentes portes e segmentos.
Já o diretor executivo da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Luis Guilherme Salles Trindade, e o gerente regional de Desenvolvimento, Giego Michel Scholz, destacaram que o crescimento regional da cooperativa tem sido sustentado pela proximidade com os associados, pelo conhecimento das realidades locais e pela oferta de soluções alinhadas às necessidades de cada comunidade.
Ao final do encontro, jornalistas e criadores de conteúdo puderam aprofundar temas como Plano Safra, cenário econômico, perspectivas para o agronegócio brasileiro e os diferenciais do cooperativismo financeiro.
Em um dos principais palcos de discussão sobre o futuro do agro nacional, o Sicredi reforçou que crescimento econômico, inclusão financeira e desenvolvimento regional podem caminhar juntos. Com presença cada vez mais ampla no país e estratégias voltadas tanto ao fortalecimento do produtor rural quanto à geração de oportunidades para diferentes públicos, a instituição aposta no cooperativismo como um modelo capaz de impulsionar negócios, transformar comunidades e construir resultados compartilhados para as próximas décadas.
César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi