17 de Junho de 2022

Selic a 13,25%: Como planejar meus investimentos?

A alta da taxa básica de juros influencia na rentabilidade de títulos de renda fixa, abrindo novas oportunidades

Notícias | Finanças

A Selic se mantém em alta e este é um bom momento para investimentos como depósito a prazo e LCA, que têm melhor rendimento e são uma ótima alternativa para você alcançar seus objetivos.

Mas as vantagens não param por aí: além de seguros, estes investimentos garantem diversificação para sua carteira de ativos, o que protege ainda mais seu patrimônio

Neste artigo, de como a elevação da taxa de juros influi nos investimentos e como levá-la em conta na hora de escolher suas próximas aplicações. 

Inflação e Selic, dois aspectos que influem nos investimentos 

Apesar do movimento de alta da Selic, outro fator a ser levado em conta nos investimentos é a inflação, que no Brasil é medida oficialmente pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Assim como o CDI – Certificado de Depósito Interbancário, definido pela Selic – o IPCA também serve de benchmark (índice) para o cálculo de algumas aplicações em renda fixa.  

Geralmente, os investimentos que utilizam o IPCA como benchmark têm como principal objetivo manter o poder de compra do investidor, mantendo uma rentabilidade média que não ultrapassa demais a inflação.  

Já as aplicações que seguem o CDI como parâmetro de rendimento, costumam buscar ganhos aproximado à taxa Selic. Por regra do Banco Central, as instituições financeiras devem encerrar o dia com saldo positivo em caixa como medida de segurança do sistema financeiro. O CDI é a taxa que as instituições financeiras recebem quando fazem empréstimos a outras instituições financeiras para fechar o caixa. Geralmente, o CDI acompanha de perto o valor da Selic. 

A Selic é um dos principais dispositivos do governo para o controle da inflação. Com a Selic mais alta, há o efeito de frear o consumo (e a inflação), encarecendo o acesso ao crédito e a financiamentos e contendo os preços. Isso impacta diretamente mercadorias e serviços, desaquecendo a economia. Já a Selic mais baixa causa o cenário inverso, pois a redução dos juros torna o crédito e os financiamentos mais baratos, aumentando as possibilidades de investimentos das empresas e a criação de mais postos de trabalho. A consequência disso é o aumento do consumo e o reinício do ciclo inflacionário. 

Historicamente, a inflação (IPCA) vinha se mantendo abaixo da taxa Selic, situação que se inverteu com os desdobramentos da pandemia em 2020. Com a desaceleração da economia devido ao avanço do vírus, houve um aumento da inflação causada, principalmente, pela escassez de produtos e serviços, que deixaram de ser importados ou fabricados em território nacional durante o fechamento. Essa foi a principal origem do aumento dos preços, além da desvalorização do real frente ao dólar. 

Por essa razão, apesar da baixa histórica da Selic, o IPCA se encontra em patamares mais altos que a taxa básica de juros. Dessa maneira, alguns investimentos atrelados ao CDI podem ter uma rentabilidade que “perde para a inflação”. 

Investimentos para ficar de olho com a alta da Selic 

A Selic mais alta impulsiona o desempenho de investimentos em renda fixa, gerando novas oportunidades para os investidores.  

Se o objetivo for manter o poder de compra sem grandes riscos, os títulos mais atraentes são os atrelados à inflação (IPCA). Esses investimentos funcionam mais como proteção ao patrimônio do investidor, frente às incertezas do mercado. Alguns títulos oferecem um percentual fixo + a variação do IPCA no período, o que pode trazer uma boa rentabilidade. 

Já quem deseja correr um pouco mais de risco com a promessa de rentabilidade maior, pode recorrer à investimentos atrelados ao CDI, que ofereçam taxas além de 100% do CDI, ou até pré-fixados acima de 12% ao ano. 

Os títulos que oferecem as modalidades de renumeração citadas acima são RDC (Recibo de Depósito Cooperativo), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), Fundos de Renda Fixa e Fundos Multimercado. 

Mas atenção: observe outras características dos investimentos, como prazo, liquidez, risco e período de carência. A melhor ferramenta para te ajudar a escolher os melhores investimentos para os seus objetivos é conhecer o seu perfil de investidor 

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