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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012

Nessa segunda-feira, os pregões fecharam em alta, impactados ainda pelo pelos comentários de Mario Draghi, Presidente do Banco Central Europeu (BCE), e pela possibilidade da Espanha solicitar ajuda financeira para rolagem de sua dívida, mantendo os mercados otimistas. Na semana passada, o líder da autoridade monetária europeia reafirmou que será feito o necessário para que não haja um evento extremo na zona do euro e que as ações do BCE serão focadas nos títulos de curto prazo dos países com dificuldade de rolagem de suas dívidas. Além disso, os rumores de que a Espanha deve solicitar formalmente uma ajuda ao Banco Central Europeu, também conduziu os mercados à valorização, uma vez que o país poderia ter mais fácil acesso aos ESM e EFSF, que são fundos criados com o objetivo de ajudar os países em momentos difíceis. Nos EUA, os mercados foram movidos ainda pelos dados econômicos divulgados na sexta-feira, nos quais a economia estadunidense criou 160 mil postos de trabalho no mês de julho, retirando os efeitos sazonais, surpreendendo o mercado, que previa 100 mil vagas, e demonstrado um nível de atividade mais aquecido do que o esperado.

No Brasil, o Ibovespa, acompanhando a melhora no mercado internacional e com a releitura do mercado sobre resultado da Petrobras, encerrou em forte alta de 1,90%, aos 58.344,61 pontos. De forma geral, todos os setores que compõem o índice registraram resultados positivo, sendo que as ações da principal petroleira brasileira voltaram a subir, mesmo após a divulgação de um prejuízo inesperado de mais de um bilhão de reais no segundo trimestre. No entendimento do mercado, a nova presidente já conseguiu novos reajustes de combustíveis e tem uma gestão considerada mais transparente que as gestões anteriores, fazendo o mercado ainda apostar na empresa estatal brasileira. No mercado de câmbio, o dólar fechou praticamente estagnado (+ 0,13%), cotado a R$ 2,03/US$, em linha com o desempenho da divisa frente a outras moedas. No mercado de juros futuros, a sessão encerrou sem tendência definida. Os dados de inflação alta do IGP-DI, que variou 1,52% no mês de julho, ficando acima da mediana de 1,46%, e o dado da produção de veículos automotores, que cresceu 5% em julho em relação a junho, não fizeram preço no mercado de títulos brasileiros.



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